Uncharted: A Série (de Jogos)

Desde que obtive um Playstation 3, tive curiosidade de ver e jogar esta série, e, após uma série de fatos preços aleatórios baixos, obtive os dois títulos da série Uncharted: 1: Drake’s Fortune e 2: Among Thieves. Este será um post duplo, no qual farei a resenha dos dois títulos separadamente, pois há uma imensa discrepância entre o original e sua continuação.

Naughty Dog, a empresa responsável por títulos altamente divertidos e renomados, como Crash Bandicoot, resolveu desafiar-se e começar uma franquia de jogos mais realistas, sérios. Daí sai a ideia de Uncharted: Drake’s Fortune que conta a história de um arqueólogo,  Nathan Drake, suposto decendente de Sir Francis Drake (um homem que realmente existiu, e que que na realidade não teve filhos: http://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Drake)  que parece ter finalmente achado as pistas finais para achar o tesouro que sempre procurou.(não se preocupe, sem spoilers)

Os gráficos do jogo não são os melhores, pois ele foi lançado em 2007, Pouco depois do lançamento do Playstation 3 , logo, não conheciam todo o poder de processamento que o sistema tinha. Outra porque, como era apenas uma tentativa de conceito novo, os produtores não tiveram muito tempo para elaborá-lo. Como exemplo, a animação para explosões, é um sprite. só um. isso me deixou desconfortável ao perceber que a animação para uma granada explodindo era a mesma que para um carro.

As animações, tanto as de dentro do jogo quanto as das cutscenes, são muito realistas, baseadas em MoCap, deixando o jogo muito mais “humano”, e por humano, eu digo que é possível criar um laço afetivo com os personagens. Assim como muitas pessoas se sentem ao assistir um filme.

Senti-me confortável com o gameplay, bastante parecido com alguns jogos de 3ª pessoa que já joguei, também existe a liberdade da câmera, que deixa o jogador admirar os ótimos cenários e vistas que o jogo oferece como arte. Os tiroteios são difíceis, por menor que esteja selecionada a dificuldade, o sistema de mira é ineficiente, que contrasta com o sistema de cobertura, que se torna prático assim que se pega o jeito.

Enquanto jogava, percebi influências de vários jogos ótimos, como Tomb Raider, por exemplo. O personagem só muda por não ser uma mulher, e não ser milionário. O fato de ser um saqueador de tumbas que encontra tesouros relacionados a grandes mistérios da história salta aos olhos de qualquer um que já tenha jogado TR. Embora isso não tenha prejudicado em nada a história do jogo, esta não é das melhores. O jogo passa muito tempo introduzindo a história, chegando a um ponto estático, e quando chega ao final, há aquela overdose de informações. Outra influência explícita é Indiana Jones, por ser um homem que em situações de perigo tem ideias engenhosas e que dão certo com uma pitada de sorte.

Daí a minha nota: 6.8. Apesar de ter sido uma ótima tentativa da pioneira Naughty Dog de começar uma franquia, ele (o jogo) só fez sucesso pelos aspectos técnicos que envolviam os gráficos , texturas, e iluminação. Mesmo assim, para quem gosta de tiroteios a cada curva, além de platforming muito divertido e criativo, recomendo.

Uncharted 2: Among Thieves é outra história. Gostei de ver como a previamente mencionada Naughty Dog soube perceber os defeitos do primeiro jogo e continuar com uma história quase que completamente independente do predecessor, e além disso, colocar o modo Multiplayer Online para o jogo não “se gastar” ao acabá-lo completamente.

No primeiro jogo, a história era sobre Nathan Drake, seu ascendente e seus tesouros. Neste, é sobre o famoso navegador europeu chamado Marco Polo. Uma pequena aula de história: Marco Polo sai da China com 600 passageiros e 14 navios. Ele chega na pérsia com apenas 1 navio e 18 passageiros. Nessa continuação, nosso herói, Nathan procura pela frota destes 13 navios perdidos de Marco Polo.

Se eu disse que o primeiro jogo era “Humano”, este é mais ainda. as animações de rosto, corpo, a dublagem, tudo muito bem feito, para que esse laço afetivo com os personagens aconteça.

Como essa continuação foi lançada bem depois, os produtores já tinham uma ótima noção do potencial de sua (poderosíssima) máquina chamada PS3. Usaram todas as ferramentas disponíveis, tornaram mais complexo o sistema de animação, entre outros.

No gameplay, o sistema de combate corpo a corpo, que já existia no primeiro jogo, foi melhorado, os tiroteios ficaram mais justos, mas ainda muito desafiantes e divertidos, muito mais platforming, este sendo muito mais emocionante e desafiador também, enfim. Absolutamente TUDO foi melhorado para resgatar o mau resultado que foi o primeiro jogo da franquia. Não há muito o que dizer, quando eu digo que tudo, incluindo história e gráficos mudaram para que houvesse esse estouro que foi Uncharted 2.

É interessante ver como exatamente a mesma ideia pode ser executada de duas formas completamente diferentes, e obter resultados igualmente contrastantes.

Sem comentários: 9.5. (porque nada nem ninguém é perfeito)

Aqui estão os trailers dos dois jogos, em ordem, e mais um extra, que é o trailer do Uncharted 3: Drake’s Deception. Que lança no dia 11 de novembro deste ano (2011)

Obrigado por Acessarem e lerem meu blog. Assim que adquirir um novo título para jogar, a review cai aqui também. Até lá.

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Sobre brunolz

Eu sou Bruno, tenho 17 anos, me considero um adolescente normal, porém tenho gostos bem diferenciados da maioria, (até onde eu sei) e me animei a começar um blog com críticas e resenhas minhas sobre Filmes, Bandas, Jogos, que vi até agora.
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